sexta-feira, 6 de maio de 2011

Novas instalações

Este Verão decidi meter mãos à obra e renovei as instalações na casa onde tenho os casais de criação, na verdade não fiz muitas alterações mas devo dizer que foi das melhores coisas que fiz.
Basicamente apenas ladrilhei o chão e uniformizei as gaiolas, sendo que agora são todas do mesmo tamanho, estão todas em filas o que me permitiu adoptar o sistema de rolos que torna a limpeza das gaiolas muito mais rápida e prática.
Devo dizer que estas pequenas alterações fizeram toda a diferença, o ambiente na casa tornou-se muito mais agradável e mesmo tendo aumentado um pouco o número de casais passei a demorar menos tempo no maneio dos mesmos.

Mas como uma imagem vale por mil palavras deixo aqui algumas fotos:

Antes:

Depois:


Antes:

Depois:







Apenas fiquei com 8 gaiolas com tabuleiros que apliquei numa estrutura com rodas para facilitar a sua deslocação.


Uma pequena voadeira para o desmame das crias.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Exposições de 2010

Ultimamente o tempo livre não tem sido muito, primeiro foram as obras na sala de criação, depois a formação dos casais e preparação para a criação, a seguir as exposições e agora já estão a nascer as primeiras crias.
Decidi fazer este post sobre as exposições que participei no ultimo ano que foram três, Portalegre, Silves e o Nacional no Entrocamento.

A primeira exposição que participei foi a da Associação Ornitófila do Reguengo (AOR) no fim de semana de 13 e 14 de Novembro. Esta exposição é apenas a segunda organizada pelo clube mas tem vindo a apostar numa forte presença de psitacideos, principalmente agapornis. Este ano estiveram em exposição mais de 200 agapornis.
Desta exposição só tenho elogios a fazer, excelente organização, óptimo convívio, muito boas aves a concurso. Penso que no futuro deverá ser uma exposição de referência a nível de agapornis e sei que a organização está a fazer um esforço para que tal aconteça. Para mais informação sobre a expo clique aqui.

Em termos de resultados também não me posso queixar pois obtive 4 primeiros lugares (roseicollis ino, roseicollis pálido, personatus verde e personatus azul D) e 2 terceiros (roseicollis verdes e roseicollis opalinos).






Como se pode ver haviam muitos agapornis em exposição.



Roseicollis verde vencedor, foi também considerado a melhor ave da exposição.



A minha fêmea lutina que venceu nos Inos.



O meu aqua opalino que fez terceiro lugar.

Depois participei na exposição do meu clube, Silves. A exposição decorreu no fim de semana de 27 e 28 de Novembro e foi idêntica às anteriores. Participei com 20 aves e obtive 12 prémios, entre os quais 5 primeiros (roseicollis verde, roseicollis azul marinho face branca, roseicollis opalinos, roseicollis asas cinzas e personatus verdes).
Pena que mais criadores de psitacideos não participem na exposição, esperemos que para o ano sejam mais. De referir que das três exposições que participei esta foi a que teve os melhores prémios.

Algumas fotos da exposição:







Os psitacideos:








O meu personatus.


Por fim participei no Nacional do Entrocamento, foi o meu primeiro Nacional. Tirando o facto de as gaiolas de exposição não serem as mais adequadas para psitacideos, coisa que se justifica num Nacional, tudo correu bem até à entrega das aves. Aí houve várias falhas da organização, mas esse assunto já foi muito debatido em fóruns e não pretendo alongar-me muito mais sobre o assunto. Infelizmente eu acabei por sair prejudicado pois um dos meus personatus verdes fugiu porque a gaiola de exposição onde ele estava desmontou-se.

Na classificação não podia estar mais contente pois pela primeira vez que participei fiz dois primeiros, em roseicollis asas cinzas e em personatus azul, azul D.


Vista geral da exposição.


Os roseicollis.



O meu marbled.


O meu personatus azul D.


Foto da entrega das aves, nesta altura o pessoal já desesperava, pois a entrega foi muito demorada, felizmente eu era o expositor 46 e fui dos primeiros a receber as aves.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A cor ancestral


A época de criação está a começar, alguns criadores já juntaram os casais, eu só devo juntar os meus para Outubro, aqui no Algarve ainda faz muito calor durante o dia e como decidi alterar um pouco a disposição das gaiolas de forma a facilitar a limpeza ainda não tenho tudo pronto.

De qualquer forma os objectivos para esta época estão traçados, vou criar duas espécies, roseicollis e personatus e em ambas as espécies a maior fatia dos casais vão ser verdes (cor ancestral). Da experiência que tenho adquirido e de várias conversas com outros criadores cada vez acho mais importante ter uma boa linha de verdes para poder criar aves mutadas. E ao contrário do que muita gente pensa os ancestrais são muito difíceis de criar, ou seja é complicado obter o standard ideal de uma ave ancestral.

Em Portugal há muito o hábito de subestimar a cor ancestral das aves, quantos de nós já não fomos visitar um criador, muitas vezes conhecido como grande criador e ao vermos as suas aves não vemos uma única ave da cor ancestral.

Lanço o desafio aos criadores de agapornis para estudarem com muita atenção o standard das aves verdes da espécie que criam e tentem obtê-lo!

Vão ver a dificuldade que é ter um bom roseicollis verde, grande, com uma boa mascara, intensa por igual e bem delimitada. Ou um personatus verde em que o gorro é bem negro, uma gola amarela perfeita e um peito limpinho de laranja e uma nuca sem castanho. Um fischeris com um peito bem laranja mas sem laranja na nuca. Um nigrigenis com a testa castanho ferrugem, um bibe bem delimitado e uma ave no tamanho perfeito.

Vão ver que não é nada fácil e vão com certeza entrar numa grande luta, muito trabalhosa mas também muito gratificante porque depois vão se aperceber que apesar de todas as mutações a ave mais espectacular de todas é sem duvida o verde!!!

É por isso que conto com estes companheiros nas fotos abaixo para a nova época:




terça-feira, 22 de junho de 2010

Edged dilute - Marbled

A mutação Edged dilute sempre foi conhecida por vários nomes, em Portugal é muito conhecida por cherry, golden cherry na linha verde e silver cherry na linha azul, isso deve-se ao facto de nos Estados Unidos (local de onde é originária a mutação) os roseicollis serem conhecidos por cherry head (cabeça de cereja). Também conhecida por asa rendada devido ao efeito rendilhado que a mutação provoca nas asas da ave. A BVA adoptou o nome Edged dilute (diluído escamado em português) e esse era o nome correcto da mutação, uma vez que era o utilizado pela nomenclatura internacional.
De há dois anos para cá que se tem discutido se o nome Edged dilute seria o mais correcto porque poderia provocar alguma confusão nos criadores mais novos e menos habituados a estas coisas da genética e das mutações. Existe a mutação Edged no grupo dos agapornis de íris branca, embora esse Edged seja dominante, mas por vezes o efeito nas aves de factor simples seja muito parecido com o dos roseicollis. E também existe a mutação Dilute, nos roseicollis e também nos agapornis de íris branca, é muito famosa nos nigrigenis (também conhecida por suffused). Eu já vi alguns nigrigenis que são Edged Dilute, a combinação de duas mutações, o Edged dominante e o Dilute, ou seja este Edged Dilute nada tem a ver com o edged dilute dos roseicollis que se trata de uma única mutação.
Por todos estes factores foi decidido alterar o nome da mutação Edged dilute, inicialmente pensou-se em Edged recessivo, mas isso podia pressupor alguma ligação com o Edged dominante e criar ainda mais confusão.
Por isso foi decidido atribuir o nome Marbled, fazendo uma tradução directa para o português será algo como “marmorizado”, vem de mármore. Portanto a partir de agora o nome correcto e o que deverá ser utilizado é o de Marbled e não Edged dilute.
A mutação Marbled é autossómica recessiva e é caracterizada por uma redução de 60% da eumelanina no interior das penas, ficando de uma cor verde claro/amarela (em aves da linha verde) e a bordadura da pena fica mais escura criando assim um efeito rendado nas penas. Este efeito ocorre nas penas das asas (coberturas alares e rémiges), o resto do corpo sofre uma redução de 50% de eumelanina ficando com o aspecto de uma ave pastel.

domingo, 16 de maio de 2010

Fotos de algumas crias de 2009/10

O tempo não tem sido muito mas este fim-de-semana lá consegui pegar na máquina fotográfica e tirar umas fotos a algumas das crias.

Começo com umas fotos nas voadeiras:

E agora fotos de alguns longs que acabaram de sair do ninho:

E por fim os personatas:

Está aqui um intruso:-)

Estou a gostar bastante de criar os personatas, para o ano espero aumentar consideravelmente o numero de casais, principalmente de verdes.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Visita ao Mundial

Dia 21 de manhã lá me levantei pelas 6.30h, dar uma vista de olhos pela passarada, mudar a água e colocar papa, já tinha dado comida no dia anterior. E pelas 9 horas estava na casa do amigo Pedro Matos (fischerisalgarvios) mais o amigo Encarnação (iniciante na arte de criar agapornis, nigrigenis mais especificamente) prontos para arrancar rumo à Exponor.

A viagem decorreu normalmente, parámos na mealhada para abastecer um leitão e às 16 horas estávamos na entrada da Exponor esperando ansiosamente pela abertura que se atarsou um pouco. Deu logo para encontrar alguns criadores amigos e logo dois campeões do Mundo, o Pedro Duarte (em Pyrrhuras) e o Tony Nunes (em neophemas).

Quinta-feira foi só para ver a exposição por alto, ver onde estavam localizadas as classes que nos interessavam, ver as bancas de produtos e dar uma vista de olhos pela feira. Havia já muita gente na feira, o pessoal queria logo ser o primeiro a fazer as compras para não ficar com os restos. Em agapornis não vi nada que me enchesse o olho, estava lá uma banca com alguns longfeathers mas nada de especial, havia sim muita coisa em canários e principalmente em fauna europeia, pintassilgos e D Fafes espectaculares, davam vontade de começar a criar fauna, mas depois de se olhar para os preços já dava para pensar duas vezes.

Sexta-feira na abertura lá estavamos novamente, aí sim deu para ver tudo calmamente, tirar fotos e ainda fazer umas compritas. De aves apenas comprei um roseicollis violeta e um turquesa numa banca que não tinha visto na quinta, depois vim a saber que o senhor chegou mais tarde, o turquesa é um pássaro muito bom, o violeta nem tanto mas parece-me fêmea e eu preciso de fêmeas.

De produtos adquiri 2 baldes de papa da quiko, o preço estava bastante em conta e ainda consegui um desconto, comprei ainda levedura de cerveja na quiko. No stand da ornicare comprei avisafe para desinfectar as gaiolas e aviclens para utilizar na água das sementes germinadas, gosto dos produtos da ornicare porque são muito em conta e duram muito tempo, meio litro de cada um desses produtos dão-me para uma época inteira. Comprei ainda uma caixa de bebedouros, de vez em quando lá se parte um e como eu no meu sistema de limpeza tenho de ter o dobro dos bebedouros, fazem sempre falta. Por fim comprei alho em pó, por indicação do amigo Pedro e um balde de papa insectivora rica em proteínas da orlux para misturar na papa. Ahh, já me esquecia comprei uma transportadora a uns espanhois que lá estavam a vender gaiolas também, o material é de uma resina (segundo eles), gostei da transportadora porque não é madeira, para lavar é dar uma mangueirada e já está, dá para levar 16 aves em compartimentos individuais, depois meto fotos aqui no blog.

No sabado já não voltámos à exponor, não se justificava e assim aproveitámos para durante o caminho visitarmos 3 criadores, entre os quais o meu amigo e também ele campeão do Mundo, Pedro Ramalho. Nos criadores apenas adquiri um personata pastel, já lá vai o tempo em que quando visitava criadores trazia carradas de passarada, mas isso é bom, é sinal que a qualidade do meu plantel está a aumentar aos poucos e que agora apenas necessito de uma ou outra ave para fazer uns ajustes.


Chegámos a casa pelas 20.00h, foi meter a passarada ainda dentro das transportadoras, num sitio com luz para comerem um pouco e no outro dia de manhã passei-os para uma gaiola.

Entrada da Exponor.



Na entrada do pavilhão da exposição tinha uma gaiola absolutamente espectacular com 25 metros de comprimento e lá dentro tinha uma seríe de araras de várias espécies.



Stand da Quiko.




Uma das aves que mais me impressionou, um roseicollis longfeather turquesa com uma máscara bem branquinha!



O opalino vencedor, como podem ver é um verdadeiro matulão.



Longfeather face laranja, ficam muito bonitos.


Opalino português da criadora Anabela Sousa, ficou em terceiro lugar na classe de duplos factor escuros, a ave tem uma definição muito boa.


Personata verde, pela foto não dá para ver muito bem, mas este pássaro é realmente muito grande, fiquei bastante tempo a olhar para ele.


Fischeri DEC do criador Belga Rudi Bleyen, venceu quase tudo nos roseicollis, mas também trouxe este fischeri espectacular, a transição da mascara para o peito é simplesmente perfeita, bem certinha.


Neophemas.


Caturra opalina, uma das coisas que mais me espantou nas caturras foram as suas poupas, eram enormes.


Gaiolas das araras e catatuas em exposição.


Pintassilgo.


Verdelhão.


D Fafe, este passaritos deixaram muita gente de boca aberta.

D Fafe mutação.


Pisco de peito ruívo.


Cruza-bicos, estas aves têm o bico cruzado, especialmente indicado para abrir pinhas e poderem comer os pinhões.


Pardal.


Um gaio, os próximos não sei o nome mas são muito interessantes.






Vista geral da feira.


Gaiola com frente em acrilico própria para tirar fotografias, experimentei umas fotos e mesmo com flash não fez qualquer reflexo, pode-se meter um cartão para tapar as gardes. O meu amigo Encarnação trouxe uma e já combinámos que dava para os três, depois tiro umas fotos e meto aqui para ver como ficam.

As nossas aquisições no hotel.